Passy Muir - História


David A. Muir, o inventor


Em 1985, Patricia Passy se encontrou com David Muir para discutir sobre a válvula de fala de David e seu desejo de fazê-la disponivel para outros pacientes traqueostomizados e dependentes de ventilação mecânica. David sabia em primeira mão o incrível efeito que a válvula Passy-Muir teria na vida de pacientes, depois que ele foi traqueostomizado, colocado em ventilação mecanica ter permanecido sem possibilidade de falar por quatro meses. Sua experiencia pessoal o encheu de paixão e fez com que ele se comprometesse a encontrar outros paciente traqueostomizados e dependentes de ventilação mecânica para mostrar sua válvula. David queria desesperadamente ajudar outros pacientes como ele, para evitar a frustração e o isolamento que ele havia sofrido. Patricia ficou impressionada com a válvula de David e se inspirou em seu contagiante espirito!

Patricia aprendeu rapidamente que David não apenas queria ter sua válvula fabricada e distribuída, mas também que ele queria participar de todo o processo. Assim começou a jornada deles de montar uma empresa, obter as licensas necessárias, patentear a invenção, trabalhar com engenheiros para desenvolver todo o processo de fabricação e promover estudos clinicos. David e Patricia fizeram propaganda em jornais da área médica e foram a inumeros congressos e encontros de pneumologia, otorrinolaringologia, fonoaudiologia e terapia respiratóra. David se tornou uma celebridade nesses encontros e estava sempre muito ocupado nos stands de exibição discutindo com médicos e terapeutas clínicos as vantagens da válvula Passy-Muir. David amava interagir pessoalmente com os pacientes que usavam a sua válvula, e era admirado e respeitado pelos profissionais e pacientes que tiveram a sorte de conhecê-lo pessoalmente. David recebia os pedidos de compra da válvula pelo telefone e fazia as notas fiscais através de seu computador, operado por comando de voz. Ele e sua mãe, June, também ofereciam informações "clinicas" de sua válvula para outros pacientes, familiares e profissionais da area da sude.

David faleceu em Agosto de 1990 e sua falta é ainda sentida nos dias de hoje. Aqueles que tiveram a sorte de conhecê-lo podem se lembrar da sua presença marcante, do seu sorriso e do seu senso de humor. O espírito de David, sua inteligencia, inovação, determinação e comprometimento permanecem em cada válvula Passy-Muir produzida. A Passy-Muir Inc. tem consciência da missão de David em cada ação praticada. Ele é a razão que nós temos a oportunidade de dar o presente da fala aos pacientes, e é a visão de David de fazer a sua válvula disponível para todo paciente com potencial para falar que move nosso comprometimento e inspira noss trabalho. Nós continuamos a nos impressionar pelo conhecimento e lealdade de pacientes e terapeutas pela contribuição de David, sua missão e sua válvula.


O ambiente médico


Quando a empresa foi fundada em 1985, não havia praticamente nenhuma informação disponível sobre opções de comunicação para pacientes traqueostomizados e dependentes de ventilação mecânica. Não existiam opções eficazes para proporcionar a fala, e a oclusão da traqueo com o dedo era o procedimento mais usado entre os pacientes traqueostomizados. Se os pacientes não pudessem utilizar as mãos ou se estivessem em ventilação mecânica, simplesmente permaneciam sem falar. Crianças traqueostomizadas eram ensinadas a praticar a linguagem dos sinais como forma principal de comunicação. Nessa época, alguns dos impactos da traqueostomia na anatomia e fisiologia não haviam sido identificados. A alteração na deglutição, no olfato, no apetite, a perda de peso e o excesso de secreção, são complicações relevantes da traqueostomia, e que foram pouco pesquisadas na área médica ao longo dos anos. A válvula de David teve um impacto significativo para fonoaudiólogos e terapeutas respiratórios ao proporcionar a comunicação e a terapia da deglutição nos pacientes traqueostomizados e dependentes de ventilação mecânica.

Antes da Válvula Passy-Muir, os terapeutas respiratórios eram chamados para prover o manejo das vias aéreas e a monitoração do sistema respiratório, sem ter qualquer possibilidade efetiva de comunicação com os pacientes. Não eram oferecidas informações sobre comunicão para os pacientes traqueostomizados. O conteúdo de cursos, aulas, livros, programas de formação clínica não contemplavam as necessidades específicas do paciente traqueotomizado nem tampouco sua necessidade de comunicação. Não existiam seminários educativos sobre comunicação para os pacientes traqueostomizados e dependentes de ventilação mecânica, assim como quase nenhum artigo havia sido publicado sobre o tema. Até que David mostrasse a sua válvula, não se prestava muita atenção no trágico e desnecessário silêncio de toda essa população.



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